Freestyle na Mega

 

Impossible crossed feet - Foto: Andre Viana

 

O skateboard vive uma Era de evolução e informação cercado de tecnologia onde dispositivos que há alguns anos só estavam na imaginação, hoje possuem câmeras, editores, acesso à rede, compartilhamentos instantâneos e com eventos grandiosos como a Megarampa que dependem de estruturas e investimentos enormes, mas que diferente de décadas atrás, leva o esporte para milhares de pessoas pela TV, redes sociais, websites de notícias e compartilhamento de vídeos mídia impressa.

Quando existe a possibilidade de apresentar uma modalidade que permanece "underground", para uma parcela desses milhares de espectadores (que ainda hoje é improvável de reunir em um evento de Freestyle) em um dos maiores eventos de skate do País, é sem dúvida a melhor oportunidade de divulgar essa forma de skate. 

Um contraste interessante está entre uma megaestrutura para poucos skatistas que precisam ter talento, experiência, coragem e uma série de habilidades para superar a velocidade, controle e concentração com toda a segurança e supervisão necessárias -e a proximidade do público com o "skate possível", onde tudo o que você precisa é de um skate, um bom piso e do público para motivar novos praticantes.

Se o skate pode ter um desafio "para poucos", pela alta exigência de todas essa habilidades, pode haver um lugar para o "skate para todos", onde a diversão está acima de tudo. Integrar outras modalidades com profissionais que podem trabalhar em "clínicas de skate" como são chamadas as aulas em espaços e rampas determinados e demonstrações. 

Ainda que o Freestyle venha fazendo parte informalmente, há uma intenção de interagir, não de interferir ou de alguma forma criar situações que comprometam a segurança do público, existe uma proximidade com os espectadores que ao verem os melhores skatistas do Mundo desafiar essa megaestrutura estão motivados a experimentar pela primeira vez a sensação de estar em cima de um skate e simplesmente se equilibrar. Não é só a possibilidade de mostrar o que é possível fazer com um skate no "flat" ou até onde o skate pode te levar em dropes de 80km/h ou aéreos de mais de 10 metros do chão, é ver a alegria de alguém dizer que não tem coragem de subir em um skate e 5 minutos depois estar dando os primeiros passos (ou remadas) em cima dele. Talvez esse garoto que nunca imaginou controlar seu equilíbrio em cima de uma prancha possa ser o "cara" descendo a rampa de 27 metros de altura. Meus agradecimentos à URGH, André Viana, Fred Lins, staff da Megarampa e principalmente ao público carioca pela receptividade, por nos prestigiar, as fotos, vídeos e por tornarem esse evento inesquecível. 

Aos amigos que participaram da sessão; Edmar, Marcio, Tai Tai, Lucio, Chefe, entre outros. Até a próxima!

 

Postado em 30 de agosto de 2012 ( 1 comentário! )

Comentários

  • Joabe

    Eu tava lá po, conversei até contigo

Deixe seu comentário

Nome
E-mail
Comentários